Páginas

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

De mim? Digam o que quiserem.



De mim, digam o que quiserem
Blasfemem e gritem bem alto
Atirem calúnias infames
Praguejem, agitem os ditames 
Reúnam todos os conclaves
Tranquem a verdade com chaves
Espalhem veneno na ferida
Deixem a minha pela corrompida
Cravem a lança bem fundo
Procurem fazer-me sangrar
Sejam iguais a vós próprios
Ninguém vos pretende mudar
De mim, digam o que quiserem
Minha boca se calará
A verdade caminha sozinha
Um dia ela chegará

2011-11-25
By Fernanda Paixão

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

"Rir pode fazer rugas no rosto mas estica a pele da alma e do coração."

"Rir pode fazer rugas no rosto mas estica a pele da alma e do coração."



Adoro o sorriso, um Riso ... uma gargalhada.

sábado, 12 de novembro de 2011

“Não desejo ser igual a ninguém, tento sempre superar-me, ser melhor”





 
“Não desejo ser igual a ninguém, tento sempre superar-me, ser melhor”

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Baluarte


Sou parte de ti
A parte tão imperfeita
O minuto do teu querer
A sombra do teu ser
A parte feita rascunho
O risco feito pelo teu punho
O esboço traçado a carvão
Do qual apenas sobra o borrão
Sou a parte que soluça e chora
A que se anula e apavora
Sou a palma da tua mão
O bater do coração
Sou a súplica de apoio
Sou apenas o teu joio
Sou a parte que se parte
O fragmento da tua arte
Sou o teu porta-estandarte
És tu, o meu baluarte.


20111111
By Fernanda Paixão

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Sou




Sou pouco,
Um nada feito de mim
Um vazio cor de marfim

Sou matéria
Éter volátil destinado a Morfeu
Nuvem sem água, um fogo que ardeu

Sou terra
Um pedaço de pedra a desfazer-se em pó
Linha traçada, corda desfiada sem dó

Sou electrão,
Talvez protão,
Sou carga eléctrica que se anula na fusão

Sou areia que entre os dedos se escapa
Sou a hera que sobe pela escarpa
Sou a mão que partilha os teus medos
Sou água que lava os segredos,
Sou a brisa que se elevar no ar
Sou um nada feito para te Amar.
By Fernanda Paixão
05-07 -2011

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Ás vezes



 




Às vezes,

Parecem tão longos os minutos das horas;

Parecem sombrios os raios de Sol

Parecem em brasa os caminhos da vida

Às vezes

Caem da alma gotas salgadas

Doem as mãos que se entregam e se dão

Arrastam-se os pés que, cansados, dizem que não, e

No silêncio da noite ouvimos queixumes

Os olhos pesados insistem fechar-se

Às vezes

Apenas o eco me recorda o viver

Apenas os teus olhos me aquecem o ser e

Quando em pranto desisto de estar

Amparas-me o corpo que se quer entregar

Às vezes

Quando a vontade é de desistir

De fugir para longe ou mesmo partir

De negar a presença à maldade humana

Ergues-me tu desta entrega mundana

Às vezes

Esqueço o dormir.

Às vezes,

Tantas vezes

Escondo o sofrer e a pele rasgada

Saro as feridas com água salgada

Aperto o espartilho do coração a bater e

Recolho o sangue que está verter

Às vezes

Elevo à força as ruínas de mim

Ascendo o mundo com trepadeiras jasmim

Voo no vazio esquecendo o sentir

Para conseguir voltar …. a sorrir

Ás vezes,

Tantas vezes …



By Fernanda Paixão


20110928

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Choro


Choro hoje
A vergonha dos homens
A maldade espelhada no rosto
A traição disfarçada no olhar
A agonia que trazem no peito
Choro hoje
A agonia de quem tem que lutar
A arrogância dos que teimam ganhar
A hipocrisia dos que se escondem para não opinar
Choro hoje
Choro porque transportas na mão
O frio, as armas, a desilusão
Choro
Choro porque sei,
que nada poderei …
mudar.

By Fernanda Paixão
20110720