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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Tristeza 2





Tu que entras em mim sem ser avisada
Que usas chinelos bordados a prata
Afasta-te
A tua presença mata

Tu feiticeira que domas as almas
Que sendo furor pareces tão calma
Afasta-te
A tua presença mata

Tu que és rainha de um mundo sem fim
Que percorres o vazio à espera de mim
Afasta-te
A tua presença mata

Tu ò tristeza ornada a rubis
Que te camuflas em sentimentos subtis
Afasta-te de mim

By Fernanda Paixão
26/08/2010

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Palavras Mudas



Palavras mudas
Que me fazes chegar
Rasgam-me os sonhos por me acalentar

Palavras mudas
Que teimas calar
Agitam-me o ser que teima em te Amar

Palavras mudas
Que riscas para mim
Transportam o grito de um sentimento sem fim

By Fernanda Paixão
23-06-2010

Escrevo o teu nome




Escrevo o teu nome
Brinco com o lápis que se esquece entre os meus dedos
Perco-me no tempo que cada letra demora a desenhar
Floreio com doces grinaldas as Consoante e Vogais
Escrevo o teu nome
A luz inquieta fá-lo dançar, fá-lo vibrar entre sombras e cristais
O papel, antes branco, tem a textura e a cor do passado
Escrevo o teu nome
Entre goles de café, lágrimas e sorrisos
Balbucio cada letra, cada sílaba para que não me fuja
Escrevo o teu nome
Reforço o ondular das letras marcadas no papel
Escrevo o teu nome
A verde, a azul, a carmim,
Escrevo o teu nome no verde do mar, no azul do céu ou no carmim dos lábios
Fecho-o e perfumo-o com salpicos de alecrim
Alguém um dia decifrará o que significou para mim

By Fernanda Paixão
23-08-2010

domingo, 25 de julho de 2010

Revelo



Adoço a mel
Tua pele
Que tangível
Se mascara de cores,
Se matiza de clamores
Traçados com o simples pincel.

Perfumo o teu cabelo
Uso o almíscar
Uso a canela
E assim já singelo
Desmoronado o teu flagelo
Me revelo
E em anelo
Minhas mãos em desvelo
Em ti me aquartelo

By Fernanda Paixão
25/07/2010

sábado, 24 de julho de 2010

Pensamento



"Hoje respiro fundo para preencher os vazios da (des)ilusão".


By Fernanda Paixão

24/07/2010

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Mudar



Passei-te ao lado, na rua que percorri sem te ver
Bateste-me à porta que mantive fechada
Preenchia-me o sonho de tudo mudar
Queimava-me as mãos aquela vontade
Transportava no peito assaz ansiedade

Sonhava a justiça e a dignidade
Sonhava um mundo de equidade

Procurava ser Maior, ser Melhor

No caminho perdi o pensamento
Perdi a cadência e a azáfama
Cedi na vontade de lutar
Entreguei o sonho de tudo mudar

Recolhi as garras da agitação
Entreguei as armas, vi a traição
Deixe que o sonho caísse por terra
Vi o mundo tal como ele era

A vida passa agora devagar
Os dias decorrem sem inquietação
Deixo que a paz invada o meu ser
Dou valor ao que me enche o coração

Abri-te finalmente a porta
Aceitei-te tal como és
Aprendi a viver-te, calma,
Vida



Fernanda Paixão, 21/07/2010

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Movimento Lento



É em movimento lento que ora caminho
Sem afogo e destemperos da juventude
Deixei para trás sonhos e ilusões

Hoje caminho em movimento lento
Vivo cada momento em menor ansiedade
Entrego-me à calma e a serenidade

Em movimento lento entrego-me à vida que, finalmente aprendi, tem que ser vivida.

Em movimento lento, VIVO

By Fernanda Paixão
21-07-2010