Páginas

sábado, 15 de janeiro de 2011

Nosso Caminho Talhado



Nosso caminho talhado,
Feito de pó e suor
Conduz-nos a todo o lado
Conduz-nos à ausência de dor

Nosso caminho em luz,
Em mim e em ti sufragado
Conduz-nos a um mar mitigado

Num adejar que nos seduz



Nosso caminho almejado

Sem dúvida e sem pecado


Conduz-nos a uma palete de cor
Conduz-nos a um mundo de Amor

By Fernanda Paixão
15/01/2011

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Tens em ti


Tens em ti a loucura,
Dança no teu ventre o desejo,
A tua boca sedenta …
Sôfrega de um beijo.

Vagueias nas ruas cheias de gente
Perdes-te nas águas do mar
Ardes em ti,
Deixas-te arrebatar…

As tuas mãos balançam,
O corpo ondula sem querer,
Os olhos não vêem o que alcançam,
O teu sentimento é sofrer.

A tua voz rouca agita-se agora!
Deslocas o ar que respiras,
Infamas o corpo que implora
Não partas … morro se suspiras!

By Fernanda Paixão
11/01/2011

domingo, 9 de janeiro de 2011

Agora que te vejo


Agora que te vejo,
Desta janela distante,
Contemplo com clareza
A presença dissonante!
O sonho que me arrasou,
A agitação que foste em mim,
A origem de um princípio, que sem inicio teve fim!
As palavras que trocamos,
Os silêncios preenchidos,
Os sonhos que sonhamos
Num caminho interrompido!
Aquilo que não ousamos,
A infâmia da cobardia,
O que perdemos e deixamos
Na noite que se fez dia!
Os desejos por desvendar,
A inocência da paixão,
A vontade de me entregar
A vida que nos vieram roubar!
 Agora que te vejo,
Desta janela distante,
Contemplo com clareza
A presença dissonante!

By Fernanda Paixão
09/01/2011

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Não digas nada




Não digas nada!
Fecha a janela e senta-te a meu lado,
Ouve o som do silêncio,
Ouve o bater das ondas do mar na areia que o espera para amar.
Não digas nada!
Escuta os brilhos da luz da lua,
Escuta os sons das sombras das árvores no escuro da rua.
Não digas nada!
Sente o bafejo da respiração.
Não digas nada!
Ouve o bater do coração.
Não digas nada!
Encosta-te a mim, sussurra-me palavras meigas.
Não digas nada!
Leva-me contigo,
Transporta-me, transforma-me, mima-me, beija-me ou apenas  
Não digas nada
Senta-te a meu lado e dá-me a mão.

By Fernanda Paixão
07/01/2011

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A ti permito


A ti me entrego,
Me deixo afagar
Em ti naufrago, navego, me apego,
Me elevo … a sonhar!
A ti me congrego,
Me sinto despertar!
A ti permito o meu corpo desenhar!
A ti te digo palavras tão loucas,
Em ti, em mim, unimos nossas bocas!
A ti permito que enchas o meu mundo,
Em ti me perco e fecundo!
A ti permito que roubes a minha voz,
Que partas em nos, que sejas quimera, fantasma, ilusão…
A ti permito que roubes o meu coração

By Fernanda Paixão
05/ 01/2011

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Se pudesse dizer-te


Se pudesse dizer-te como sou,
Ou para onde vou…
Dir-te-ia que sou florida;
Dir-te-ia que corro pela vida;
Umas vezes sentida, outras vezes perdida!
Quase sempre numa utopia aguerrida!
Se soubesse dizer-te como sou,
Ou para onde vou …
Dir-te-ia que sou delicada;
Dir-te-ia que sou singela;
Que sou gente de aguarela,
Que sou gente que se parcela … 
Dir-te-ia que vou para onde o carinho me encontrar!
Se me perguntares como sou,
Ou me seguires para onde vou,
Perdoa-me se não te encontrar, tenho-me para me dar,
Tenho-me para sonhar …
E,
Se me encontrares sentada, chorando na à beira da estrada,
Ou deitada na areia do mar, sentido a brisa que me veio afagar,
Não me percas, não me leves, não me entregues …
Senta-te a meu lado para me abraçar!

By Fernanda Paixão
2011-01-03

domingo, 2 de janeiro de 2011

Bati-te à Porta


Chove,
Num fim de tarde cinzento
Chuva que torna o dia macilento.
Percorri a rua numa corrida infernal
Deslizei sob o chão num sentimento venal
Bati-te à porta no anseio de um abraço
O corpo lascivo em total descompasso
O som ecoou na casa fechada.
Redobrei o bater com a carne gelada.
Do lado de dentro nada soou,
Nem passos, nem vozes … quem me guilhotinou?
Só o som do silêncio, um tempo perdido
Um desvanecer num perder do sentido.
Dos olhos brotou a minha água salgada
A chuva lavou-a … transformou-a em nada

By Fernanda Paixão
2010-12-31