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domingo, 14 de fevereiro de 2016

Gostava de ti,




Gostava de ti,
Sem mácula, justa
qual folha de papel em branco
À espera das palavras de leitura frugal.
Gostava de ti,
Quando ainda madrugada,
o sol tocava no alvo lençol que acolhia o sono
Inundando o espaço de luz ténue que permitia sonhar
Gostava de ti
Sem razão, num ímpeto
Do som, da sombra, do cheiro;
Sempre que o espelho te devolvia sem forma.
Tu singela figura indiferente
A quem os sonhos permitiam lutar
Eras tu,
de quem eu gostava de gostar.

20/10/2015
Fernanda Paixão