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domingo, 26 de julho de 2015

Não sei




Não sei se em mim se alberga
a tinta que escreve as palavras
que a coragem requer.
Nem sei se a minha voz vibrará
os acordes que a ousadia reclama.
Mas sei,
que ressoando nas cordas distendidas,
em silêncio,
murmura um sentimento intenso, capaz;
um arrebatar de alma
de lutas intrínsecas, inconformadas,
uma súplica firmeza de tudo mudar
uma imprudência infantil
de apenas acreditar
a utopia  de que vale a pena lutar
de que é bom sonhar

Fernanda Paixão

06-07-2015