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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Quero Amar-te




 
Quero Amar-te
Quero Amar-te,
A vida pende de um fio
Qual teia de aranha rasgada na fúria da presa;
Quero Amar-te,
A água agitada das palavras
Compõe aforismos da vida que vivemos;
Quero Amar-te
O eco do trovão
Ressoa nas paredes caiadas a dois;
Quero Amar-te
Sentir que a noite acaba a cada alvorada
Quero Amar-te,
Sem pressa, rasgando o pó dos caminhos
Deixando que o tempo nos charrue a pele e nos crave espinhos
Quero Amar-te
Na manhã soalheira ou sob o pó do luar
Caminhando a teu lado num simples partilhar
 
Fernanda Paixão
27-01-2014