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domingo, 19 de janeiro de 2014

De ti


Para ti Princesa Catarina,
porque a Saudade Dói, e esta, imagino, é Enorme
 

 

 

Deixo vaguear a minha alma

Persistente em perder-se sem mim

Quando em dor o coração arde de uma ausência sem fim.

E na solidão da noite, quando as lagrimas caem pesadas,

E o corpo não me pertence,

Vogo contigo nesta saudade que me vence.

Sinto-te perto, aqui, num afago,

Nas palavras que tecias para mim

Feitas de um fio, qual cordão umbilical

Desse amor que será imortal.

E no meu corpo de menina, que embalavas no calor dos teus braços,

Nos meus olhos que, apenas, parecem sorrir

Clamo por ti, não percebo porque partiste assim.

Vejo os teus olhos meigos no brilho do sol,

O sussurrar da tua voz na brisa do vento

Recebo, doces, os teus beijos que perpetuas no firmamento.

Sinto-te aqui junto de mim.

Porque, meu bem-querer, sei-te meu querubim.

 

Fernanda Paixão

19-01-2014