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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Noturno





Sombra bailarina de luz e prata,
Revelada na parede ou na calçada do chão.
Tecla acariciada em acordes em dó
Que compõe a melodia do pensamento
e se descobre no silêncio e na penumbra.
Sonho colorido desbravado no cinzento da noite
Calma metamorfose que me percorre no
Silêncio em que escrevo flutuações
Fios de luz com os que bordo a paz
Assombramento que se esconde ou confessa
Fantasmas que declamam rumores
Aromas dos meus amores
Na noite que me apela
Suspiros, ausências, presenças
Calma, agitação
Noturno em comunhão

By Fernanda Paixão
2012-01-05