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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Se soubesses o quanto


Se soubesses o quanto preciso de ti
Nos dias em que o céu escurece
Nas noites em que o breu transparece
Nas horas que passam devagar
Nas palavras que lanço no ar
Se soubesses o quanto preciso de ti
Na casa cheia de gente
No vazio de ser intransigente
Na voz que oscila sem querer
Nos olhos perdidos sem te ver
Se soubesses o quanto preciso de ti
No sorriso que me rasga o expressar
Na expressão de um leve esgar
Na lágrima que dos meus olhos brota
Na mão que te oferto e se esgota
Se soubesse o quanto preciso de ti
No silêncio de todas as noites
Nos caminhos com passos errantes
Nos lençóis vazios e frios
Nas carícias em desvarios
Nos meus lábios sedentos de um beijo
No coração que palpita quando te vejo
Se soubesses o quanto preciso de ti
Na vivência de uma vida a dois
No imaginar do que virá depois
Na partilha do respirar
No simples gesto de estar
Se soubesses o quanto preciso de ti
Se soubesses o quanto te amo a ti


By Fernanda Paixão
17/01/2011