Páginas

domingo, 9 de janeiro de 2011

Agora que te vejo


Agora que te vejo,
Desta janela distante,
Contemplo com clareza
A presença dissonante!
O sonho que me arrasou,
A agitação que foste em mim,
A origem de um princípio, que sem inicio teve fim!
As palavras que trocamos,
Os silêncios preenchidos,
Os sonhos que sonhamos
Num caminho interrompido!
Aquilo que não ousamos,
A infâmia da cobardia,
O que perdemos e deixamos
Na noite que se fez dia!
Os desejos por desvendar,
A inocência da paixão,
A vontade de me entregar
A vida que nos vieram roubar!
 Agora que te vejo,
Desta janela distante,
Contemplo com clareza
A presença dissonante!

By Fernanda Paixão
09/01/2011