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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Choro


A minha alma chora!
Soluça de mágoa e dor,
Grita em laivos … na escuridão com pudor!


Grita perdida e sem cor,
Grita fechada e em surdina,
Grita rasgada em farrapos, num grito que me amotina!


Grilhetas que a prendem e se enredam
Impedem que flua e flutue…
Mostram-lhe medos e segredam, que o tempo a desvirtue!


Minhas lágrimas são de sangue,
Do punhal que em mim cravaste!
O teu coração que está negro do mal que lá plantaste.


By Fernanda Paixão
2010-12-29