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domingo, 14 de novembro de 2010

Quero



Quero desenhar a doçura de saber-te aqui
Olhar o infinito e perder-me na distância do teu olhar
Quero tocar o calor da tua presença
Sentir que a vida se encontra suspensa
Quero preencher o vazio da minha carência
Afastar o gélido furto da tua ausência
Quero saber que partilho o ar que respiras
Quebrar as fronteiras que me impõem barreiras
Subir a montanha até à nascente
Correr pelos prados pintados de azul
Deitar-me na erva cortada a pincel
Olhar para o molde talhado a cinzel
Quero saciar a ansiedade da minha loucura
Respirar o perfume que entre nós perdura
Invadir o mundo com tudo o que é nosso
Preencher o vazio e sentir que o destroço
Respirar o ar que em ti adoço
Quero encher o meu mundo com a presença que de ti me aposso
Que me prendas com palavras caladas
Que me acompanhes entre paredes caiadas
Que me abraces e me adormeças em melodias desveladas
Quero desenhar a doçura de saber-te aqui

By Fernanda Paixão
12/11/2010