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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Existência



Bocas que se calaram
Silêncios que se apagaram
Sorrisos fechados para nunca mais sorrir

Ténue, a linha que a vida traça
Escapando entre fumaça
Borbulhando em volúpia e raça

Fino, o véu da presença
Que subtil cobre à nascença
A marca da sua sentença

Ilusão, afincada crença
De uma marcada diferença
De uma existência imensa

Restam a temperança
Das memórias que o tempo há-de levar!
As saudades que o tempo há-de apagar!

Tu, que igual a mim, viverás enquanto a memória perdurar…

By Fernanda Paixão
09/11/2010