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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Aquilo que não sei




Digo-te palavras desfiadas de novelos de algodão
Acaricio tua pele com sopros quentes do alento que em mim fechei
Perfumo a tua boca com o beijo salgado em nós
Lavo os teus olhos com as lágrimas que não sequei
Procuro a tua mão e em suspiros cavados te peço perdão
Pelas palavras lançadas em devaneio
Pelas palavras caladas no silêncio
E em vão adormeço aspirando o amanhã …
Escrevo hoje aquilo que não sei se amanhã te direi …
Em toques subtis de lábios quentes … sou tua

By Fernanda Paixão
2010-10-21