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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Não sei de ti, Vida




Não sei de ti
Nem de mim
Nem do que será de nós
Não sei do hoje,
Nem do amanhã e o passado esqueci
Não sei dar-te
Nem receber-te
Não sei se te sei entender
Não sei olhar-te
Nem ignorar-te
Nem tão pouco imaginar-te

Sei-te vida agora entregue
Que ceifada me (te) vais (vou) ser
És mutante e inconstante
És bailarina ondulante
És cianeto e diamante
És aguilhão ou Paixão
És palavra por dizer!
Sei-te vida vagabunda que te perdes em perfídias
Que me levas e trazes vidas
E me fazes sorrir e sofrer!
Sei-me embriagada com teu canto
Tu que cativas com teu pranto
Qual musa, ninfa ou quebranto
E eu, trôpega, numa volúpia insuspeita sigo o rasto do teu manto
E me amarfanho ou abrilhanto, me transformo em crisanto


By Fernanda Paixão
20/09/2010