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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Dor




Não me perguntes porquê
Não tenho a resposta
Não adivinhes a tristeza
Transporto-a presa
Contenho-a para não a chorar
Numa dor sofrida de tanto a calar
Roem-me as entranhas, desdobram-se em prantos
Grita-me a alma pela injustiça humana
A mutilação do justo, a condenação do honesto
Penso muitas vezes que não presto
Será que o mundo perdeu os valores?
Olho pró lado e vejo horrores
Não me perguntes porquê,
Não tenho a resposta
A soberba e a ambição são agora os valores da geração
O homem transporta o gosto da humilhação
Piso descalça o trilho da vida
Ferem-me os pés, sangra-me a alma
É a ti que peço perdão
Abdiquei de lutar e entrei-me à comiseração

By Fernanda Paixão
25/08/2010